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 Canyon Strive Al 7.0 Race

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João Candeias
Tem uma pá e uma enchada na bagageira do carro
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MensagemAssunto: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 11, 2015 7:20 pm

Devido ao volume de trabalho que tenho tido, espero colocar aqui esta review nos próximos dias.

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A ler o manual de instruções da nova suspensão
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qui Mar 12, 2015 4:39 pm

Estou curioso, gostava de experimentar uma coisa dessas! Wink
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João Candeias
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Ter Mar 24, 2015 10:39 pm

Bom, aqui vai, espero que seja do vosso agrado.

Foi á cerca de um pouco mais de um ano, que vimos as primeiras fotos de Fabien Barel com um novo protótipo de uma bicicleta da marca Canyon. Na altura a Strive apresentava-se com uma camouflagem interessante na zona do amortecedor traseiro, fazendo muita gente perguntar o que se esconderia ali debaixo. Muitos rumores saltaram para as páginas da internet e muitos falavam de um novo sistema de suspensão, outros de uma nova geometria, hoje sabemos o que estava lá, o novo sistema Shapeshifter.



O que os cérebros na Canyon estavam a desenvolver era um sistema que fosse de encontro aos sonhos de qualquer endureiro, um sistema que permitisse uma bicicleta ser bastante eficiente a subir e bastante rápida e segura a descer.

Este sistema em questão é um dispositivo que consegue literalmente transformar a Strive, fazendo com que se adapte ás necessidades face ao tipo de trilho que encontramos pela frente, e só precisamos de premir um botão no guiador para o fazer!!  

O sistema consiste num pequeno piston pneumático que está acoplado a uma biela e liga os links da suspensão ao amortecedor. Quando o piston está em modo DH ficamos com um ângulo de direção de 66 graus, um ângulo do tubo do espigão de selim de 73.5 graus, um BB com 340mm de altura ao solo e 163mm de curso na traseira.
Operando o botão e mudando a nosso posição corporal para a frente, o sistema entra em modo XC fazendo subir o BB em 19mm e fechando o angulo de direção e do tubo do espigão de selim em 1.5 graus, reduzindo o curso traseiro para 139mm.



Outra coisa que se pode escolher na altura da compra, é optarmos por um quadro Standard ou Race, sendo que este último tem um top tube maior em cerca de 29mm.

A Strive, nesta cor, Jet Grey, apresenta um ar muito sóbrio, o que faz com que as suas linhas sobressaiam ainda mais, tornando-a uma bicicleta muito bonita ao vivo. Os tubos de medidas generosas com formas que vão desde superfícies curvas a zonas planas estão muito bem concebidos. Este quadro, em que forma segue a função está muito bem conseguido, tudo parece simples, cuidado, limpo, nada de supérfluo!



Os acabamentos são excelentes e tudo foi estudado ao pormenor.
Começo por analisar os componentes pelo material rolante, aqui temos um Maxxis Minion DHR II 2.3 na traseira e um High Roller 2.3 na frente. Uma escolha um pouco estranha de ter um pneu tão agressivo montado atrás e que depois não é acompanhado por um equivalente na frente!
Mas como veremos mais á frente, todas as escolhas feitas pelos engenheiros da Canyon foram pensadas ao mais ínfimo pormenor.



A suspensão é a já tão famosa escolha de muitas marcas, Pike RCT3 Solo Air na frente e Monarch Plus RC3 DebonAir atrás, um conjunto que se comporta como se tivessem sido feitos um para outro, dando um feeling muito bom no terreno que faz com que seja fácil de perceber quando temos de intervir nos settings para atingirmos o melhor compromisso em desempenho.

O grupo do Shapeshifter é quase invisível. Bem construído e de aspeto robusto foi muito bem incluído nas linhas do quadro, nunca parecendo que tenha sido um item adicionado a um quadro já existente.
Mudando de uma geometria para outra pode parecer complicado ao inicio, já que consiste num exercício de coordenação entre a nossa movimentação e o largar do botão no guiador, mas com pouco tempo de uso torna-se um hábito. Nalguns casos em que temos de mudar rápido o sistema da posição de DH para a posição de XC, caso de uma subida curta e rápida num trilho que maioritariamente é a descer, ai temos de coordenar bem o tempo em que mudamos a posição do nosso corpo e simultaneamente libertamos o botão, sem nos distrairmos muito  do que se passa á nossa frente.



A posição do Shapeshifter é indicada por um indicador verde no topo do link, fazendo com que ao principio olhemos para baixo para nos certificarmos em que posição vamos, mas após algumas voltas aprendemos a reconhecer a mudança de geometria na bike e esquecemo-nos de olhar para lá.
A transmissão é uma mistura de  Sram X1 para o manipulo e cassete, X01 para o desviador traseiro e um sólido RaceFace Turbine. A juntar a isto uma guia E13.
Mais uma vez, o Reverb foi o espigão escolhido, não sendo necessário fazer grandes apresentações. Quanto ao selim, um SDG Circuit, não compromete, mas ao fim de uma hora em cima da bike já me estava a queixar pois nunca fui grande adepto desta marca, e tendo como referencia um Selle Itália SLR Max Gel Flow que é um autentico sofá, fico sempre dececionado quando experimento outros selins.



Finalmente no cockpit temos a marca Renthal a dominar com um Fatbar de 780mm e um Apex de 40mm. O que causa mais confusão no inicio é olhar para o guiador e ter dois comandos, um á esquerda e outro á direita, e é bom que decorem bem qual é o do espigão e qual é o do Shapeshifter, senão vão ter situações bem caricatas a meio dos trilhos!!!


Condução

Cedo percebi, que a Strive nesta versão Race, é uma bike com um único propósito, corridas de enduro!
E para aproveitar ao máximo esta particularidade teria que realizar uma típica situação de corrida, em que temos longas ligações a pedalar e secções de pista onde vamos sempre a dar gás. Mãos á obra, a primeira parte consistia numa subida com pouco mais de 8 km e com um acumulado que rondava os 650m.


Em cima da bike percebi logo que a posição é um pouco especial. A frente torna-se estranha demais para aquilo que a estou habituado, a distância entre o selim e o guiador, embora pareça curta está muito alta especialmente na posição XC onde o movimento pedaleiro está na sua distância máxima ao solo, é estranho, parece que vou sentado numa bike de estrada!
Ao longo da subida pude apreciar a capacidade da suspensão traseira em resistir ao bombear do amortecedor, e quando colocamos o Monarch com o setting de compressão na posição máxima, damos por nós a fazer as secções de subida menos exigentes a um ritmo elevado. O peso de 13.6kg está muito na média para uma bike de alumínio, menos que isto vai ser difícil atingir e vai-se gastar muito dinheiro.





Quanto aos pneus, aqui vamos ter muita tração a subir pois com o Minion DHR e os seus tacos mais agressivos sempre a morder o terreno, nunca vamos ter aquelas situações em que o pneu quer patinar numa pedalada mais forte em subidas um pouco mais técnicas. Com o HighRoller na frente temos sempre um pneu bem rolante e que não se desembaraça nada mal quando toca a descer, embora eu, e isto é opinião pessoal, prefira o Minion DHF.
Chegado ao topo, descanso um pouco, já sinto o raio do selim, que por não ter muita flexibilidade na zona central, começa a causar algum desconforto.
Preparo-me para a descida, longa, quase 10km de singletrack cruzando alguns caminhos públicos de terra batida, e atravessando uma estrada nacional.
A primeira parte consiste em velocidade pura em solo minado de pedras para todos os gostos, e com curvas variadas. Quis experimentar nesta primeira parte como seria descer em modo XC, e fiquei surpreso, pois a Strive apenas com 140mm de curso é de maneabilidade para além do imaginável, fazendo mudanças de direção em velocidades que deixam qualquer um a salivar e nunca parecendo que temos pouco curso. Com o angulo de direção em modo XC, o nosso corpo vai mais em cima da frente e permite-nos carregar a frente com mais determinação para entrarmos muitas vezes num switchback, sem nos apercebermos, já com a roda de trás no ar onde só precisamos de acertar a frente e deixar a bike pronta para sair em aceleração para a recta seguinte. A Strive comporta-se muito bem em manter as linhas que escolhemos.
Esta primeira parte do trilho voou muito rápido, parei numa zona de pinheiros e decidi activar o modo DH. Vamos lá ver como isto se porta. Esta segunda parte do trilho é bastante fluida, com zonas rápidas, misturadas com algumas zonas técnicas e inclinadas.
A posição de condução muda de forma bastante clara, a traseira desce, o angulo de direção abre e o curso aumenta. A Strive inspira confiança logo nos primeiros metros com uma aceleração e controle muito fáçeis para quem a conduz pela primeira vez. O modo DH é bastante reativo e cooperante quando temos em zonas curtas e fechadas de negociar mudanças de direção, e fá-lo com muita facilidade.
Nestas condições podemos apreciar a escolha dos pneus, na traseira o grip nas curvas faz-se sentir e bem, e nas zonas em queo slope do terreno acentua, nota-se que quando queremos abrandar a bike, o Minion está lá para ajudar.
Nesta versão Race, a bike foi desenhada para ser conduzida de forma rápida e puxada aos limites e todos os componentes foram bem escolhidos para darem o seu contributo para não se perder um décimo de segundo que seja. A Strive pede-nos uma condução limpa e se nós nos concentrarmos em cometer o menor numero de erros possível ela recompensa-nos com uma compostura capaz de ultrapassar qualquer obstáculo.
Só para terem uma ideia, se quiserem entrar numa curva á bruta em drift, a bike é bastante relutante em cooperar com as vossas intenções e faz-nos sentir desconfortáveis, pois isto quer andar depressa sem perder muito tempo.
È muito importante que o sag seja corretamente obtido, e sempre com o modo de DH ativado, caso contrário acabam com mais de 40% de sag e uma suspensão completamente desequilibrada.

Achei o comportamento das suspensões um pouco linear, mas nada que uns Tokens na Pike e no Monarch para que a coisa se torne mais progressiva e mantendo a consistência do amortecimento. Resolvendo este gosto pessoal a Strive parece um comboio a alta velocidade encosta abaixo.
E chego ao fim do trilho, com sensações que nem consigo descrever…
É simplesmente fantástico….

Conclusões

Esta é na minha modesta opinião uma das bikes mais versáteis que existe no Mercado, que só é batida por uma que segue o mesmo conceito, mas já cá anda há mais tempo nas mãos de um pequeno francês. É uma bike que podemos conduzir confortavelmente e de uma eficiência brutal, e que não vira a cara á luta numa corrida dura da modalidade.

Posso afirmar que esta bike é das mais rápidas em condução, pedala com uma facilidade que nos deixa abismados e tudo graças a uma peça pequenina que nos permite ter duas bikes numa só.

A proeza de mudar radicalmente de geometria, apenas com um pressionar de comando remoto, e um sistema tão bem integrado aliado á um peso muito bom para uma bike de aluminio é sem dúvida um ponto de viragem na maneira como se veem as bikes de enduro.
Penso que a Strive pode vir dar uma ajuda áquilo que a Jekill quis fazer, apresentar uma nova maneira de encarar o btt em geral, em que a bike se adapta ao terreno conforme ele surge á nossa frente.
Este Shapeshifter ainda pode ser muito melhorado, mas é uma tecnologia com grande potencial e quando daqui a uns anos estiver no seu auge, vai poder se afirmar como o melhor de dois mundos.


Última edição por João Candeias em Qua Mar 25, 2015 7:29 pm, editado 1 vez(es)
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mramoa
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Ter Mar 24, 2015 11:12 pm

Excelente reportagem João!!!! Já tinha lido muitas sobre a Strive, mas nenhuma com a tua paixão!!!!

Parabéns mais uma vez!!!!

A Canyon é cada vez mais uma marca de eleição no que toca à qualidade e inovação. Já há outras opções no mercado e ao que parece também muito boas. Cá em Braga já circulam 6 Radon e parace que vêm mais algumas a caminho. Já experimentei a de aluminio e a de carbono e aquilo tem muita pinta!!!!
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FRanRider
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Ter Mar 24, 2015 11:28 pm

Tinha curiosidade em experimentar esse sistema mas agora fiquei com mais. Esse tipo de controlo que referes é um passo muito à frente.

Obrigado pelo report. Já agora essa bike é de testes e está disponível em alguma loja?

Obg
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João Candeias
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 10:03 am

FRanRider escreveu:
Tinha curiosidade em experimentar esse sistema mas agora fiquei com mais. Esse tipo de controlo que referes é um passo muito à frente.

Obrigado pelo report. Já agora essa bike é de testes e está disponível em alguma loja?

Obg

Boas, esta bike pertencia a pessoa ligada à uma publicação de btt europeia que por acaso também é meu amigo pessoal.
Ele e mais dois colegas estiveram a passar uns dias em Portugal, onde pude experimentar esta, a Norco e a Cannondale.
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Marky27
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 10:07 am

É uma boa ideia, não é inovadora, mas é uma boa ideia, duvido no entanto que venha a vingar, atendendo a que a maioria dos sistemas de mudança de geometria, alteração de curso e até de bloqueios, têm pouco sucesso comercial e quase não são utilizados no mundo real.

Alem disso, a fiabilidade desse sistema a longo prazo deixa-me muitas muitas dúvidas.

Excelente review, obrigado!
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Amukinado
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 11:46 am

Muito bom João! Obrigado pela partilha.

Teoricamente esta bike seria receita para mais um trambolho (tanto a nível estético como de peso), mas acho que, tal como dizes, os engenheiros da Canyon acertaram na mouche e de facto desenharam uma bike lindíssima e com um peso muito contido.

Agora o que eu gostava de saber é se ficaste mesmo convencido com o sistema de mudança de geometria ao ponto de investir nele numa futura bike, especialmente numa bike para competição. Porque para mim é um pouco antagónico ter uma bike com duas possibilidades de geometria para competição, porque na realidade é muito mais difícil estar 100% adaptado a uma bike "bipolar". Já para não referir que esses sistema é sempre mais um factor de avaria...

Portanto basicamente a minha opinião relativa a esta bike (sem nunca a ter visto ou testado) é que é mais um exercício de marketing da Canyon do que propriamente uma arma letal para o endureiro que quer estar no pódio.

Já agora, faltou apenas falar no preço. Razz
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 1:17 pm

Marky27 escreveu:
É uma boa ideia, não é inovadora, mas é uma boa ideia, duvido no entanto que venha a vingar, atendendo a que a maioria dos sistemas de mudança de geometria, alteração de curso e até de bloqueios, têm pouco sucesso comercial e quase não são utilizados no mundo real.

Alem disso, a fiabilidade desse sistema a longo prazo deixa-me muitas muitas dúvidas.

Excelente review, obrigado!

O sistema é mais robusto do que parece, havendo a manutenção devida não há grandes problemas!!!
Olha que nos próximos anos somos capazes de ver mais bikes como esta.....
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cableguy
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 1:30 pm

Excelente review,obrigado João.

Já agora..

STRIVE AL 7.0 RACE 3.099 €

STRIVE AL 7.0 RACE


Interessante também a escolha acima,ou ao lado face ao preço se bem que pedaleiro duplo só mesmo para o JV :

STRIVE AL 7.0 a 3.299 €*


Última edição por cableguy em Qua Mar 25, 2015 1:42 pm, editado 2 vez(es)
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Carapau
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 1:36 pm

Boas!

Review muito boa! Obrigado desde já.

Algumas questões:

1- Testaste a Jekyll com a mesma filosofia? Pergunto isto pois conheço bem a Jekyll Carbon

2 - E que dizes de circular sempre em modo "DH"?

Pergunto isto pois a Jekyll nota-se bem quando reduzimos o curso subir, mas se andar sempre com os 160mm não chateia nada.

Do que testei, requer habituação claro, mas aconteceu-me algumas vezes após ter arrancado e continuar em modo XC, claro que basta tocar no manípulo e já está, enquanto que no meu fox CTD tenho de lá ir com a mão e tirar uma mão do guiador, que pode dar tralho..


Agrada-me este 2x1 e como falei na altura achei a Jekyll muito fixe

A evolução vai continuar, e talvez no futuro quando formos à oficina ligamos o amortecedor ao PC para ver os erros. Cresce valores de manutenções e preços..mas creio que isto virá com naturalidade



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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 1:43 pm

Bom review João, obrigado!



No que toca a alterações de geometrias e cursos, já vem de à muitos anos, não esquecer da Ransom da Scott tinha a particularidade de alterar o curso, sinceramente fico na espectativa quanto a evolução, creio que não vingue... mas...

Smile
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 2:08 pm

cableguy escreveu:
Excelente review,obrigado João.

Já agora..

STRIVE AL 7.0 RACE 3.099 €

STRIVE AL 7.0 RACE


Interessante também a escolha acima,ou ao lado face ao preço se bem que pedaleiro duplo só mesmo para o JV   :

STRIVE AL 7.0 a 3.299 €*

Efectivamente a Canyon do JV é de pedaleiro duplo, mas pôrra, é uma bicicleta rocket science, puro carbono, não é um bocado de aluminio.
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 2:10 pm

Boas endureiros!
Antes de mais, parabéns pela review!
Vou aproveitar para mandar também algumas postas de pescada Very Happy

Tenho alguma experiência com esta bicicleta e, sinceramente, posso dizer que não estou assim muito impressionado. O shapeshifter é mais bonito no papel do que na prática. Isto porque a passagem ao modo DH é relativamente rápida, mas a recuperação para o modo XC ainda leva uns segundos, o que põe completamente de parte a utilização como um ajuste "on-the-fly". Não digo que não seja uma boa inovação, mas pergunto-me se a redução de peso gerada pela remoção de todo o sistema do shapeshifter não superava os benefícios do mesmo.

A bicicleta no modo DH é tão mediana quanto qualquer bicicleta de enduro mais agressiva. Saliento ainda que, mesmo na versão Race, ainda que o top tube seja algo mais longo, a distância entre eixos parece não acompanhar esta tendência. Dando um pouco a sensação de ser curta face às restantes proporções do quadro.

Não deixa de ser uma boa bicicleta e uma excelente aposta para aqueles que procuram uma bicicleta capaz, que nos leva a "cerrar" os dentes para encontrar os seus limites. Mas desenganem-se aqueles que pensam que o Shapeshifter é um "game-changer". É util, sim, mas prático, nem por isso... Basicamente, para o uso a que este tipo de bicicletas se destinam, penso que um amortecedor com bloqueio e bom par de pernas é mais do que suficiente.
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 7:14 pm

Amukinado escreveu:
Muito bom João! Obrigado pela partilha.

Teoricamente esta bike seria receita para mais um trambolho (tanto a nível estético como de peso), mas acho que, tal como dizes, os engenheiros da Canyon acertaram na mouche e de facto desenharam uma bike lindíssima e com um peso muito contido.

Agora o que eu gostava de saber é se ficaste mesmo convencido com o sistema de mudança de geometria ao ponto de investir nele numa futura bike, especialmente numa bike para competição. Porque para mim é um pouco antagónico ter uma bike com duas possibilidades de geometria para competição, porque na realidade é muito mais difícil estar 100% adaptado a uma bike "bipolar". Já para não referir que esses sistema é sempre mais um factor de avaria...

Portanto basicamente a minha opinião relativa a esta bike (sem nunca a ter visto ou testado) é que é mais um exercício de marketing da Canyon do que propriamente uma arma letal para o endureiro que quer estar no pódio.

Já agora, faltou apenas falar no preço. Razz

Mesmo, mesmo convencido, fiquei com a Cannondale. A Strive como reporto na review acho que tem de evoluir, e o Shapeshifter não é perfeito, creio que se a Canyon continuar a desenvolver o sistema, daqui a 2/3 anos ai sim, ai a coisa muda de figura.
Amukinado, nós hoje em dia habituamo-nos a coisas que não lembra a deus!!! Eu precisei de uma tarde para me habituar ao movimento corporal que é preciso para activar o Shapeshifter, creio que ao fim de 1/2 meses a coisa já se torna natural, mas eu penso de forma diferente e teres uma bike que te permite duas posições de condução bastante distintas, duplica o teu factor de possibilidade numa corrida. Quanto a avarias, nos dias que correm é preciso mais sorte que outra coisa, pois até o Jared Graves quase dizia adeus ao titulo da EWS por causa de uma Fox 36!!!
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João Candeias
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 7:18 pm

Carapau escreveu:
Boas!

Review muito boa! Obrigado desde já.

Algumas questões:

1- Testaste a Jekyll com a mesma filosofia? Pergunto isto pois conheço bem a Jekyll Carbon

2 - E que dizes de circular sempre em modo "DH"?

Pergunto isto pois a Jekyll nota-se bem quando reduzimos o curso subir, mas se andar sempre com os 160mm não chateia nada.

Do que testei, requer habituação claro, mas aconteceu-me algumas vezes após ter arrancado e continuar em modo XC, claro que basta tocar no manípulo e já está, enquanto que no meu fox CTD tenho de lá ir com a mão e tirar uma mão do guiador, que pode dar tralho..


Agrada-me este 2x1 e como falei na altura achei a Jekyll muito fixe

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Carapau, a Jekyll, com o equipamento que tinha montado, do qual metade nem sequer posso falar, pois ainda nem sequer está á venda ao público, é para mim o que uma bike de enduro deve ser.
E como não me posso alongar mais nas palavras, fica só este desabafo, se conseguir há-de ser a minha próxima bicicleta!!!!
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qua Mar 25, 2015 9:00 pm

João Candeias escreveu:
Carapau escreveu:
Boas!

Review muito boa! Obrigado desde já.

Algumas questões:

1- Testaste a Jekyll com a mesma filosofia? Pergunto isto pois conheço bem a Jekyll Carbon

2 - E que dizes de circular sempre em modo "DH"?

Pergunto isto pois a Jekyll nota-se bem quando reduzimos o curso subir, mas se andar sempre com os 160mm não chateia nada.

Do que testei, requer habituação claro, mas aconteceu-me algumas vezes após ter arrancado e continuar em modo XC, claro que basta tocar no manípulo e já está, enquanto que no meu fox CTD tenho de lá ir com a mão e tirar uma mão do guiador, que pode dar tralho..


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Carapau, a Jekyll, com o equipamento que tinha montado, do qual metade nem sequer posso falar, pois ainda nem sequer está á venda ao público, é para mim o que uma bike de enduro deve ser.
E como não me posso alongar mais nas palavras, fica só este desabafo, se conseguir há-de ser a minha próxima bicicleta!!!!

Olha olha, afinal não sou caso "raro"...

Eu gostei imenso da Jekyll, mesmo. No entanto quando toca à brutidade de "cabeça abaixo" achei a minha escolha final mais fixe.

Bom, deixando o offtopic, depois trocamos umas palavras, pois tou para testar o top top da gama Jekyll.
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João Paulo
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qui Fev 11, 2016 11:45 am

Biba, :-)

Em primeiro lugar gostaria de dar os parabéns ao João Candeias pela análise que publicou aqui, digna de revista da especialidade.

Aproveito também para agradecer ao João pela "curta" conversa que tivemos alguns dias atrás, que contribui fortemente para que eu adiciona-se este modelo à minha lista de possíveis bicicletas a comprar.

Assim nos próximos dias espero receber um modelo exatamente igual a este e como tal já estou a preparar algumas coisas antes dela chegar.

Uma delas é sem dúvida o prato. Acho que um prato de 34 para a minha zona (muito montanhosa) será para partir correntes.

Por isso pondero colocar um prato de 30 ou 32. O de 30 permite-me obter a relação que tenho na minha atual 26''.

Assim estive a pesquisar um pouco e vi que a sram tem alguns pratos de baixo custo (~18euros) e como se trata de material de desgaste prefiro estes do que pagar 70euros pelos de alumínio.

Assim, a SRAM tem as seguintes soluções:

https://www.sram.com/sram/mountain/products/sram-x-sync-steel-chainrings#specs

O problema aqui é que para DM só existe de 28 dentes.

As minha dúvidas:

Será que existem outras soluções DM assim de baixo custo?

Será que mesmo este prato de DM de 28 dentes (28-tooth (DM, 6mm offset only)) dá no crank da facerace? Coloquei esta questão num outro fórum e houve um comentário a colocar dúvidas quanto à compatibilidade.

Outra solução será colocar um aranha no crank. Será que esta dá?

https://r2-bike.com/SRAM-Spider-X01-BCD-94-for-GXP-Crank


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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qui Fev 11, 2016 12:05 pm

penso que os direct mount da race face tenham um padrao diferente dos da sram

existe tambem pratos destes http://www.wolftoothcomponents.com/collections/chainrings/products/104-bcd-stainless-steel-chainrings
apesar de mais caros vao durar mais
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qui Fev 11, 2016 12:31 pm

tiagomano escreveu:
penso que os direct mount da race face tenham um padrao diferente dos da sram

existe tambem pratos destes   http://www.wolftoothcomponents.com/collections/chainrings/products/104-bcd-stainless-steel-chainrings
apesar de mais caros vao durar mais

Obrigado tiagomano,

Pois parece que o DM da FR é diferente do da SRAM. E no site da canyon não tem muita informação sobre o crank.

Quanto à proposta que envias-te, tem um custo demasiado elevado, cerca de 5x mais e duvido que dure 5 vezes. :-)

Acho que vou ter que esperar pela bike e depois dar aqui mais detalhes.


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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Qui Fev 11, 2016 2:20 pm

João Paulo escreveu:
tiagomano escreveu:
penso que os direct mount da race face tenham um padrao diferente dos da sram

existe tambem pratos destes   http://www.wolftoothcomponents.com/collections/chainrings/products/104-bcd-stainless-steel-chainrings
apesar de mais caros vao durar mais

Obrigado tiagomano,

Pois parece que o DM da FR é diferente do da SRAM. E no site da canyon não tem muita informação sobre o crank.

Quanto à proposta que envias-te, tem um custo demasiado elevado, cerca de 5x mais e duvido que dure 5 vezes. :-)

Acho que vou ter que esperar pela bike e depois dar aqui mais detalhes.


sim, é mais caro, mas tambem duvido que consigas andar com um prato de 28, ias estar sempre a pedalar em seco
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MensagemAssunto: Re: Canyon Strive Al 7.0 Race   Sex Fev 19, 2016 9:29 am

Como dono recente de uma Canyon Strive AL 7 Race venho dar-vos aqui as primeiras sensações que tive com o meu novo brinquedo.

Em primeiro lugar, e para vos enquadrar nesta minha análise devo descrever um pouco o meu perfil e dizer que isto que escrevo é principalmente para verdinhos que vêm do XC ou XCM e dão os primeiros passos no All Mountain. As minhas saídas de bicicleta são cerca de três por semana, duas de 20 a 30km depois do trabalho e uma ao fiml de semana de 40 a 50km.

Provavelmente como grande parte dos praticantes de btt, iniciei um um bicicleta rígida. No entanto, depois de ter experimentado uma de suspensão total, fui logo a correr comprar uma. Depois disso vieram então duas bicicletas de suspensão total da categoria XCM, talvez pelo ter tido um passado pelo de ciclismo de estrada e por influência dos colegas com quem andava. A última destas duas foi uma Epic Carbon roda 26’’. Gozei muito com esta bicicleta e pretendo-a guardá-la para os saídas de grandes distâncias, em que passo vários dias seguidos a pedalar. Mas ultimamente via-me a aproveitar todos os montes de terra e pedras para andar aos saltinhos de 10cm, uns drifts, drops, tentar fazer “manual” e outros tantos estrangeirismos do MTB com muito swag!!! Com isto vieram claro as despesas… duas escoras partidas, raios partidos, folgas nas rodas e outras tantas cenas que as XCM não aguentam. Era uma questão de tempo até partir a bike toda, e para piorar a situação, os meus mates já tinham passado para os 140 e 150mm. Estava na hora de trocar de bike!!! Ok! após grande revirar a minha internet saber as bikes em segunda mão do OLX decor e salteado, quase todas sem fatura, resolvi ir para a Canyon e a escolha era óbvia: a Canyon Spectal EX 7, estava tudo lá: geometria all mountain, Pike de 150mm/Debonair de 140mm, grupo de 11v, peso fantástico e reviews favoráveis. Vamos lá então encomendar… Ok encomenda feita… tempo de espera 5 meses?!?! O que raio se passava? Fábrica nova e sistema informático problemático, não há problema, eu vou lá e ponho a porra do sistema informático a funcionar… arranjem-me é uma bike para a próxima semana ou o próximo mês. A minha única hipótese era o Factory Outlet, eis então que me aparece uma Strive AL 6 Race… apesar de ter lido esta fantástica análise do João Candeias, precisava de esclarecer alguns receios que falo deles mais à frente. Não consegui falar logo com ele e a bike foi-se! Após chamada do João, à qual mais uma vez agradeço, fiquei decidido se a Strive aparece-se outra vez, caía! Assim foi, uns dias depois, lá aparece ela outra vez no Outlet, igualzinha a esta que foi analisada e mais barata, desta vez não escapou!

Após 4 dias, ai estava ela.. numa caixa em papel, mais leve do que aquilo que parecia. Vamos lá montar isto… Para quem já comprou móveis no Ikeia, sabe que o gozo de comprar móveis lá é montá-los… e sem instruções!!! Desta vez e por experiências passadas com os ditos anteriormente não terem corrido lá muito bem, resolvi dar uma vista de olhos nos tais papeis e fazer claro o tal unboxing que tanto aparece nos youtubes e blogs de tecnologia. Estava tudo pronto… Go pro, nikon c/ 18mm e telemóvel.. O entusiasmo era tanto para ver aqui montado e como tal, fiquei-me só pelo telemóvel com meia dúzia de fotos partilhadas com o grupo do Viber.

Montagem:
Juntamente com a bike, vem um conjunto de ferramentas suficientes para montar a bike! E destaco a chave ”dinamométrica” fornecida! Que solução tão simples! Será eficiente? Deixo isso para os engenheiros mecânicos!
Para quem já tem alguma experiência em mecânica de bicicletas, é uma tarefa simples e rapidamente se monta (no meu caso, foi na cozinha) com a caixa a servir de suporte, simples e eficiente, German Engineering… Para ajudar a Canyon fornece além de um livro, um CD (que já ninguém usa… Canyon… isto era uma pen a servir como futuro merchandising!!!) e um vídeo no youtube.
Primeiras impressões para quem vem de XCM… Uuauuu!! Ela é enorme!!! Parece um dinossauro!!! Que pneus!!! Será que é tão pesada quanto parece? Até não! Talvez por serem 13,6kgs do agora meu alumínio!?!!
Vamos lá ver se isto funciona bem…
Travões? Check!
Transmissão? Check!
Rodas? Check!
Seatpost? Mas que raio! Fica a 5cm do final de percurso? Primeiro problema! Ok nada de pânico! Logo procuro na net por este problema! E daqui vem o meu primeiro conselho, se és daqueles que não percebes nada de mecânica, não queres perceber e achas isso tudo uma chatice? Então não compres numa loja online! Vai a uma loja com um bom mecânico e compra aí! Depois de procurar na net, afinal era falta de pressão de ar e o espigão demasiado apertado (ajuda de um colega mecânico de uma loja). Jurava que tinha cumprido com 5nm da dita chave! Seatpost check!
Suspensão, amortecedor e Shapeshifter (SS)? Segundo o manual é necessário ser o cliente a configurar! E é aqui que aparece mais um problema! A bomba de alta pressão é uma das mais simples do mercado! E para dar ar no SS senti falta de um adaptador que a Canyon usa num vídeo de configuração do SS e que não enviou. Primeiro é difícil o acesso e depois nunca sabes se a pressão ficou correta! Foi a reclamação para a Canyon, vamos ver o que eles dizem!

Tamanho e geometria.
Tendo 178cm, apesar de todos os reviews dizerem que a bike tem um tubo superior longo e de a Canyon aconselhar o tamanho M, a verdade é que me parece curta. E não sou o único a partilhar dessa opinião, um colega com experiência, neste caso de enduro, também achou o mesmo! Pareceu-nos faltar ali dois centímetros! Ao fazer um círculo devagar a extremidade do guiador acaba por bate no joelho! Para isso contribuí o guiador de 780mm que me parece demasiado grande, para quem vinha de 720mm! Dá a sensação que preciso de uns batedores da GNR à minha frente sempre que saio à rua com ela. Possível solução, trocar o avanço de 40mm por um de 50 ou 60mm e reduzir o guiador para os 740mm. Ou, talvez seja ainda o hábito da geometria XCM no brain!
Outro aspecto que me fez confusão foi a afinação da altura do banco. A bicicleta em modo XC fica com BB muito elevado (360mm), e para ajustar a altura do banco para a minha pedalada (mais eficiente) acabo por não chegar ao solo. Já não para falar de montar para cima dela… Já alguma vez saíram com uma miúda da vossa altura mas que resolve vir de saltos altos? Mas quando passamos ao modo DH a coisa já afina!

Primeira saída e primeiras impressões:
A saída de hoje, à noite, era para ser apenas estrada, afinal tinha chovido toda a semana o terreno estava alagado e lama estava pronta para vir para as bentas… E principalmente para a bicicleta! Credo! Mas ela é tão linda!!! Está tão limpinha! Depois vai sujar a cama toda!
Primeiro quilómetros a subir em modo XC claro! E tal com o João disse a geometria faz-nos parecer que vamos em cima do guiador e dei por mim a puxar o rabo o mais para trás possível. Quanto ao bombear do amortecedor, se a Pike for fechada este nem se nota! O RS M+ parece um bebé a dormir! Acho que bombeia mais a minha Epic com o seu famoso Brain do que esta. Um dos meus receios, tinha desaparecido! A bicicleta a subir é fabulástica!
Após 5km a estrada e os carros a passar, começaram aparecer os enjoos! Era hora de levar para o seu habitat natural! Desbloqueia a Pike e toca a subir por terra e é aqui que o prato de origem de 34 começa a fazer das suas pernas! Já está um de 30 oval a caminho da OneUp, que dizem que se comporta como 28 a subir e 32 a descer! Além disso acho que também tira uns finos nos dias de maior calor!!! Mas a subida lá se fez… E com aquela suspensão e o conjunto de pneus haja pernas, que até se consegue subir por um pinheiro acima!

Segunda secção: plano.. Aqui ainda em modo XC  mais um dos meus receios que caiu por terra. Será que vou comprar uma bike que vai parecer um Monster Truck e que para me divertir vou ter que andar por cima de penedos maiores que eu? Nada disso! Parece uma gazela, rápida andar,a virar e sempre disponível para a colocarmos onde a queremos! Super divertida! Fiquei com a impressão que o modo XC, será para irá servir para as subidas, o plano, descidas ligeiras e diversão.

Terceira secção: descida… Vamos lá experimentar o DH, chamo outra vez atenção, é a primeira vez numa 160mm. Primeira curva num single, andei logo aos papeis! Claro! Motivos? Vários… Talvez uns dois maiores é que a bicicleta absorve tudo e como tal perdemos a noção da velocidade! A Pike à frente dá a sensação que consegue ler braile e a RS M+ faz magia encolhendo tudo o que encontra à frente, fazendo com que a bike vai literalmente colada ao chão a grande velocidade e logo percebi que a curva que pensava estar lá mais à frente está logo ali mesmo à nossa frente. Ok! momento de reflexão, bike nova, é de noite a luz não te consegue acompanhar, tem juízo ou vais de INEM para casa. Mais à frente, já num espaço mais aberto e rápido, deixo outra vez os travões para experimentar uns 3 santinhos de 10 cm seguidos que me davam algum gozo na minha Epic e não é que dou comigo a cantarolar a famosa música do R. Kelly, não fazem a mínima? Coloquem no youtube e logo descobrem qual é!
E esta última experiência foi o corolário do motivo meu 2º receio ser completamente extinguido!

Terceiro receio, será que se vou ter uma bicicleta para fazer umas voltinhas mais longas, tais como as provas de 40 a 50km que abundam no nosso país? Primeira impressão, pareceu-me que sim… Mas afinal só foi uma voltinha de 20km!
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